Olimpo

Do alto do Olimpo, você me percebeu com olhos de desejo. Cobiçou com distância o ordinário da vida humana, a mesquinhez dos amores românticos, os pequenos arroubos dos corações partidos. Você, deus, buscava um amor mortal ou um pouco de afeto que acalmasse a solidão de quem está no topo do mundo. Eu, obviamente, nada tinha a oferecer que não fossem mazelas medíocres, algo do prazer da carne de quem gerou e pariu vidas. Não foi suficiente para quem já havia desvendado os segredos do universo. Partiu como chegou, feito furacão. Em alguns momentos consigo observar, de muito longe, seus passos vagando no infinito, buscando.

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