Só por hoje

Não é a primeira vez que te escrevo. Há muitos e muitos dias ando em meio a palavras. Um novo hábito se sedimenta com leveza nas horas de distância. Colho versos e letras que dizem “você chegou de repente e, sem avisar, fez morada”. Há uma impossibilidade que paira no horizonte sussurrando que é preciso cautela. E um calor que aquece meu corpo a cada promessa de um novo amanhã. Porém, só existe o hoje. E é nesse imediato presente que nos movemos, cultivando um amor que se esgota em si. O contato preenche todo o vazio, como numa aquarela em que uma gota se espalha por entre as tramas da tela. Estamos completos em nosso vazio, nessa não existência de tudo o que não somos. Pois não precisamos ser nada, apenas amor.

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