Poesia

Eu sou a pessimista que vê beleza em tudo, a poesia da vida ordinária me emociona sempre. Tinha medo de que a via embotasse esses sentimentos todos, mas continuo sendo afetada pelo mundo, no melhor e no pior. Há um tanto de culpa, óbvio, porque tenho abrigo e comida na mesa e ainda consigo ficar à beira das lágrimas lendo Caetnao Galindo enquanto Gaza sucumbe e o povo palestivo é exterminado sob nossos olhos. Mas é preciso deixar que a vida seja vivida sem que seja apenas dor, que já é tanta, por isso registro aqui há dias de paz, e há música, e há palavras e há pessoas, sempre as pessoas. Minha poesia é feita de palavras, mas é feita de gente.

Um pensamento sobre “Poesia

Deixe uma resposta para Andréa Cordeiro Cancelar resposta