Algoritmo

De repente parei de contar os dias e o tempo deixou de ser tão importante. Um dia de cada vez, sobrevivi ao caos, à dor, ao vazio e ao abismo que me chamava pelo nome. Por já ter vivido, parecia que não havia mais vida para mim. Nada que pudesse me surpreender ou aquecer. Hoje olho a barba que cresce em seu rosto e me sinto a quilômetros de distância. Nada daquela vida me pertence mais. Não estou ali, mas também ainda não estou cá. Eu ganhei um “Oi”, uma música, uma poesia e uma visita. Eu ganhei um amor, carrego comigo aonde vou, sem bem saber o que fazer com ele. Mas eu carrego e cuido e alimento. De repente meu silêncio se preencheu de risadas inesperadas e de uma canção às 15:47. Não preciso mais estar só.

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