Coostentação

A minha pessoa é tão minha pessoa que escreveu um post de presente de aniversário:

COOSTENTAÇÃO: A INVASÃO

Se você chegou aqui achando que ia ler um post belíssimo da Máira com reflexões poéticas & irônicas, volte duas casas.

Hoje é aniversário (na real, um doS aniversárioS) desse ser de quem eu sou “a pessoa” e escolhi escrever sobre uma prática do nosso cotidiano para homenagear MÁIRA-VILHOSA (novo codinome dessa mulher que é uma deusa, uma louca, uma feiticeira – ela é DEMAIS!).

Inclusive, a concepção do termo MÁIRA-VILHOSA já é um dos exemplos do assunto desse post, fica a dica.


O tema de hoje é a arte de COOSTENTAR “azamigue”.

1. A GALÁXIA: COOSTENTAÇÃO DAS “MÁIRAVILHOSIDADES” (pois blog da máiravilhosa, que é maravilhosa)
Antes mesmo da fundação do Clube das Desquitadas, uma prática recorrente na nossa relação é a coostentação.

Somando todos os nossos problemas e lapsos de autoestima – que oscila entre baixíssima e quase alta – conseguimos achar um ponto de equilíbrio no ato de coostentar uma à outra em todo e qualquer momento.


É aquela coisa: um dia a gente se acha lynda, poderosa e invencível, no outro acreditamos que a merda nunca vai parar de subir. Às vezes, inclusive, é a gente que infla a merda toda e se afoga.

Sim, repetimos conteúdos por motivo de: estar só a Glorinha é uma constante na nossa vida. Tá vendo essa merda? Ela só sobe.


Para qualquer uma dessas situações a coostentação tem seu papel. Nos (vários e incontáveis) dias que você tá na merda, esse alguém joga na sua cara toda sua maravilhosidade.

Isso pode ser feito evidenciando todas as suas conquistas, as facetas mais incríveis da sua personalidade, enaltecendo o tamanho da sua raba ou explicando pra você que sim, você é gostosa, e deveria colocar os peitos pra jogo.


Assim, quando “azamigues” não estão num dia bom, você reafirma toda a potência da pessoa, aplaude, grita e joga glitter. Lembra a pessoa de que ela é UMA GALÁXIA.


Muito simples essa primeira etapa. Pensa comigo: a base de qualquer relacionamento, na minha humilde opinião, é a soma. Você admite na sua vida pessoas que acrescentam alguma coisa, que potencializam ou movem algo em você.

2. A MERDA: COOSTENTAÇÃO DAS TREVAS
No entanto, uma parte interessantíssima da coostentação consiste em ostentar a merda também. Porque, porra, haja bosta – 2020 tá aí pra jogar isso constantemente na nossa cara.


Então nade no mar de bosta da sua pessoa. Cante all by myself com ela no karaokê. Sofra junto, porque tem dias que a gente não quer ouvir que somos maravilhosas, a gente só quer se afogar na merda tomando cachaça e cantando Geni.

Recém separadas, alccolizadas, cantando All by myself. Esse é o fundo do poço.

Enaltecer é incrível, mas se afundar no poço alheio também é necessário. Porque evidenciar as merdas faz parte. Não é só lacração.


Você vê a merda subindo, avisa e, principalmente, ACEITA que a pessoa QUER SE AFUNDAR NA MERDA. Choices né “beninas”!
Essa é a parte mais complexa e super necessária. Aceite as escolhas da sua pessoa.

Tá valendo ficar puta (com razão e com força), mas uma puta conformada. Acolha os argumentos furados e as ideias imbecis da sua pessoa. Não precisa concordar, só aceita que dói menos. Coostente os pequenos momentos de glória daquela pira errada da sua pessoa.


E isso vai desde a bota feia, o crush errado, a festa bosta que você vai pra dar um apoio moral, até a ideia imbecil de 50 dias de comemorações de aniversário. Socorro, só vai.


O negócio é estar ali pra quando “os boletos chegarem”. Tá liberado jogar na cara, mas entenda que sua função – e compromisso – é dividir os boletos, apesar de ter avisado que a conta ia chegar. Isso é imprescindível.


Resumindo, coostente cada escolha da sua pessoa, os dias de luta e os dias de glória – mesmo que as glórias sejam uma ilusão, uma insanidade temporária.


Fica aqui o meu desejo de que a merda dê um tempo, a galáxia brilhe sempre e que a gente continue enaltecendo cada um dos nossos incontáveis fracassos. Porque é LYNDA a forma que compartilhamos e vivemos nossas trevas.
E não, eu ainda não vi Grey’s Anatomy. Sorry.

Te amo, Ana.

PS: eu ia fazer um POEMA de aniversário pra você, mas preguiZzzZZzZzZ

Ps2: Regras do rolê (ou leis absolutas de relacionamento com a Máira):

– Não vamos à feira comer pastel e caldo de cana

– Não falamos eu te amo

– Não declamamos poesia

Bônus: não fazemos amor, trepamos.

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